13 de outubro de 2016

Resultados

orquestra24

Usando a Música Popular Brasileira como a verdadeira ferramenta de aproximação, derrubando barreiras culturais e sociais, a Orquestra Violões do Forte de Copacabana vem conquistando vários jovens que têm origem nas comunidades de baixo IDH, de diferentes pontos da cidade, trazendo valores que ultrapassam os limites do ensino teórico-musical.

foto1A convivência diária com a prática da música, o respeito às diferenças, e ao limite de cada um, o entendimento dos talentos de cada um, o que requer parceria e respeito ao outro, têm produzido ótimos resultados em termos de sociabilização, que são partilhados com o grupo familiar e de amigos desses jovens. Além de toda a satisfação e alegria em perceber a evolução e o empenho desses jovens em seu aprimoramento na carreira da música, o sucesso das apresentações em diversas programações culturais da cidade faz da Orquestra Violões do Forte de Copacabana a maior referência de superação de obstáculos. O investimento na formação musical do jovem dá a cada um deles a certeza de que é um agente de mudança, pois, em contato com seus semelhantes, realiza trocas que lhe permitem avaliar-se permanentemente, sendo, ainda, portador para o seu meio familiar de novos comportamentos e atitudes condizentes com a noção de cidadania.

A Orquestra de Violões do Forte de Copacabana traz ainda a oportunidade de profissionalização destes jovens. De forma natural, muito deles estão criando seus próprios grupos ou se engajando em atividades profissionais como, por exemplo, as próprias Forças Armadas. Como resultado de diversas apresentações do projeto, já tivemos nossos jovens se profissionalizando em diversos projetos na cidade do Rio de Janeiro:


BRUNO TELES – GRUPO SOCIAL SOUL


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O Grupo Social Soul, formado por componentes da Orquestra, venceu o concurso “Vou Tocar no Estação Rio”, da Rede Globo que buscou talentos musicais entre jovens das escolas públicas do Rio e disputaram com outras seis bandas e artistas entre 500 escolas.

“O Instituto Rudá, junto com a Orquestra Violões do Forte de Copacabana, tem uma grande importância na minha vida e na vida de todos os integrantes do projeto. Desde muito cedo adquiri grande conhecimento ao aprender música de verdade com professores extraordinários que o projeto tem e já teve, como nosso falecido maestro Flávio Goulart de Andrade, que como orientador nos fez enxergar a música de um modo diferente, despertando sensações diversas e tornando uma das formas de linguagem muito apreciada por facilitar a aprendizagem e instigar a memória das pessoas.

Ao longo de quase 10 anos que estou nesse projeto, aprendi muita coisa com o professor e mestre Antonio Carlos (Jocafi), que tem uma forma peculiar de ensinar e assim formar jovens críticos, capazes de refletir sobre a realidade e nela atuarem, valorizar a vida, a cultura e os estudos como ferramentas do desenvolvimento individual e coletivo.

E assim, com ajuda de outros integrantes da Orquestra, montamos uma banda de rap, onde fizemos uma mistura do jazz com a MPB e um pouco do R&B: a banda Social Soul. Com uma de nossas músicas, fomos destaque no festival da Globo “Vou Tocar no Estação Rio”, e ganhamos o concurso com nossa música autoral “Olhe Para o Mar”. Foi gratificante, pois devemos ao projeto pela conquista, e principalmente ao nosso maestro, Luiz Henrique Potter (Pagodinho) que nos ajudou nos estudos de harmonia e improvisação e na formação de valores, pois é o principal ponto na educação de todos nós, jovens da OVFC. Sim, este é um grande desafio porque estamos nos deparando com a necessidade emergente e definitiva de rever nosso conceito de educação e aplicar um novo jeito de, mais que ensinar, preparar para a vida.”

Bruno Teles


MARCUS VINICIUS – SARGENTO MÚSICO DA MARINHA


“Me chamo Marcus Vinicius, mais conhecido como Robocop. Tenho 20 anos, e iniciei minha jornada como músico aos  13 anos de idade, estudando no Centro Cultural (São João de Meriti) e na FAETEC de Quintino. No ano de 2014 fui convidado por um amigo a participar de um dos ensaios da Orquestra. Resolvi ir para conhecer. Ao chegar, me interessei e vi que com certeza me ajudaria a expandir meus conhecimentos.

Ao longo do tempo, percebi que a música ia além do conhecimento que já possuía. Com o maestro Luiz Potter (harmonia funcional e prática em grupo) e com o professor Antônio Carlos (Improvisação) aprendi, e continuo aprendendo.

Gradativamente expandi meus horizontes, fiquei como  clarinetista na Orquestra Violões do Forte de Copacabana (OVFC) e um dos monitores neste projeto. Hoje dou aula de clarinete para as crianças do projeto e está sendo de grande influência na minha vida profissional, e certamente será na vida das crianças que fazem parte desta família. Em junho de 2018 fiz prova pra Sargento Músico do Exército e fui classificado. Não tenho palavras para agradecer e dizer o quanto foram importantes os ensinamentos do projeto para que eu fosse aprovado nas seleção. Meu muito obrigado!”

Marcus Vinicius

 


GEYSILANE MOREIRA – SARGENTO MÚSICO DA MARINHA


 

“Agradeço aos meus professores e amigos Antonio Carlos e Potter, por sempre acreditarem em mim e dedicarem o seu tempo a me ensinar, pois sem eles eu teria desistido de ser musicista. Muito obrigada !! “

Geysilane Moreira – Primeiro lugar como Sargento Músico da Marinha.

 


MARLON YURI – PROFESSOR DE MÚSICA NA ÍNDIA


“Entrei no projeto quando era só um garoto, conheci um mundo que eu não achava que conseguiria fazer parte, e hoje tenho orgulho de dizer que sou um grande músico e professor. Graças aos conselhos, aulas, puxões de orelha e lições de vida que recebi e recebo do Antônio Carlos, do Luiz Potter e da Márcia Melchior. Essa orquestra que virou minha família, literalmente, salvou minha vida. Em todos os anos vocês me deram não só música, mas filosofia com os conselhos (não tão ortodoxos) do Antônio Carlos,, me ensinaram a ouvir, a mim mesmo e ao mundo. Tenho várias frases do Potter que estão na minha cabeça sempre que penso em fazer alguma coisa, e a Márcia me deu uma aula de como ter paciência e habilidade, administrando um projeto tão grande e dando atenção para todos os jovens.

Fiquei muito feliz com o convite que recebi da RSM Internacional School, uma escola de Artes, referência na Índia. Todos da orquestra fazem parte dessa vitória, espero um dia poder retribuir todas as lições de vida que levo da família OVFC.”

Marlon Yuri

 


GABRIEL REIS – FAGOTISTA NA ORQUESTRA SINFÔNICA DA UFRJ


 

“A passagem pelo projeto Violões do Forte de Copacabana foi bastante produtiva na minha carreira musical, foi onde eu tive a oportunidade de ter meu primeiro acesso a uma orquestra de alto nível, com direção e coordenação de Márcia Melchior, que auxilia a criança e o adolescente do Rio de Janeiro. Ter aulas com Antônio Carlos e Luiz Potter foi uma experiência incrível, pois foi com a ajuda deles que pude prestar vestibular de música na UFRJ. Além das aulas, tive bastante apoio para que continuasse estudando música cada vez mais, e assim ser um dos vencedores do prêmio Jovens Solista da UFRJ. Realmente foi um marco na minha vida que guardo com muito carinho!”

Gabriel Reis

 

 

 


FELIPE SANTOS – VIOLINISTA E ALUNO DE CIÊNCIAS SOCIAIS DA UFRJ


“O contato com a Orquestra Violões do Forte de Copacabana foi um marco crucial dentro da minha trajetória musical. Aqui estou, desde a fundação da Orquestra, e tive a oportunidade de participar de festivais nacionais e internacionais marcantes na minha carreira musical. Espero apenas o sucesso contínuo desse nosso trabalho, para que possamos colher novos frutos e levar alegria à todos que nos acompanham. É difícil descrever precisamente o quão importante a música foi para minha vida. Costumo sempre dizer que aprender música vai muito além de aprender música: é um conhecimento que nos abre portas e nos mostra um novo mundo. Foi assim que me senti aos 13 anos de idade com o primeiro violão em mãos. A cada novo concerto, um horizonte se abria, e o reconhecimento que me era dado me fizera crescer como indivíduo e como cidadão.

Há dois anos iniciamos as atividades do curso de inglês no Forte de Copacabana, onde eu, músico do projeto, tive a oportunidade de aprender uma língua estrangeira. Por meio desse depoimento gostaria de  explicitar a indiscutível importância das aulas de inglês ministradas pelo professor Nei Rocha no Instituto Rudá. Além de conhecimento e reforço em minha qualificação profissional, tais aulas gratuitas me propuseram capacidade indispensável para realização de prova para inserção no mestrado em Sociologia e Antropologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Por fim, acredito que dar tal oportunidade para jovens que, como eu, não podem arcar com os custos de um curso de língua estrangeira, é contribuir com um passo de extrema importância para a realização de sonhos”

Felipe Santos


RAPHAEL SOARES – VIOLINISTA E INTERCAMBISTA NA AUSTRÁLIA


“Quero agradecer a maravilhosa oportunidade que tive de aprender e aprimorar os meus conhecimentos, de fazer parte dessa família que me acolheu quando eu precisei. Estava passando por um momento difícil e encontrei o conforto e aceitação, isso fez a diferença na minha vida, para o meu crescimento pessoal e profissional.

Agradeço aos líderes, a Márcia Melchior, que sempre se preocupou comigo e com minha família, sempre sendo atenciosa, lutadora e que não mede esforços para o bem da Orquestra. Ao Antônio Carlos, um grande pai, sempre dando conselhos, e que não se cansa de ensinar. Ao Maestro Luiz Potter, pela paciência e também pelos conselhos que recebi, vou me lembrar sempre.

Sigo para abraçar um novo projeto com a sensação de missão cumprida. Tenho a convicção de que ter passado por aqui e ter trabalhado com cada um de vocês foi fundamental para ter condições de seguir enfrentando novos desafios. Estou indo pra Austrália em janeiro, fazer um intercâmbio.

Desejo à Orquestra que continue trilhando este caminho de sucesso, e a todos os meus colegas, que realizem as suas metas profissionais. Foi um grande prazer trabalhar com vocês. Nos encontramos pela estrada! Um abraço forte a todos!”

Raphael Soares

 


CASSIA RAQUEL – CLARINETISTA, CANTORA E ATRIZ


Cantora na peça Beatles num Céu de Diamantes, Atriz, Cantora e bailarina na empresa Galinha Pintadinha em o Ovo de novo, Simonal, New York New York o Musical, HAIR. Estudou Bacharelado – Canto na UFRJ. Atua em grandes produções de musicais no eixo Rio – São Paulo. Dentre os principais estão: “Hair”, “Milton Nascimento – Nada será como antes”, “60! Década de Arromba” e “Les misérables”.

“Ter uma oportunidade como essa, me elevou culturalmente além de conhecer um universo que sempre quis estar, mas não sabia por onde começar. Foi apenas o primeiro passo, um empurrão para degraus maiores. É e sempre será minha referência. Orgulho de ter feito parte de um projeto tão bonito e necessário na nossa cidade. Já está mais que provado o quanto a música amplia horizontes e alcança jovens e adolescentes mostrando que é possível seguir uma carreira bem sucedida neste meio. Feliz e grata por ter me envolvido com a arte com essa equipe maravilhosa e competente.”

Cassia Raquel